Mercearia Tradicional

Mercearia Tradicional em Benavente

Comércio tradicional

Inaugurada a 29 de Março de 1959, esta é a última mercearia tradicional de Benavente. Ao longo de mais de 50 anos os nossos clientes, geração atrás de geração, encontram no nosso espaço a qualidade única de produtos tão tradicionais como o bacalhau, os vinhos, os licores, os whiskies, os doces, os chocolates e os frutos secos, entre tantos outros.

Morada:
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Área de actividade:
Chocolataria, doçaria e comércio tradicional.

Horário de funcionamento:
09h00-13h00 (2ª-feira a 6ª-feira)
15h00-19h00 (2ª-feira a 6ª-feira)
09h00-13h00 (Sábado)

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A nossa história

Abrimos as portas a 29 de Março de 1959. Nessa altura, eramos apenas uma das muitas mercearias que havia em Benavente e estávamos numa época em que as lojas, a que hoje chamamos de comércio tradicional, nomeadamente as mercearias, tinham um papel muito mais alargado que o fornecimento de bens alimentares, actuando muitas vezes como uma espécie de "agente de serviços" onde era possível descontar cheques, levantar a reforma, pagar as quotas da Casa do Povo, etc., e que funcionavam também como um ponto de ajuda a quem passava mais dificuldades dando lugar à existência do famoso livro de fiados onde se escrevia a data, o que o cliente tinha levado e o valor das compras.

Nessa época, as pessoas do campo vinham à vila praticamente todas as semanas para se aviarem para a semana seguinte e a nossa loja, particularmente à sexta-feira e ao sábado, enchia-se de gente que saía com os cestos à cabeça depois de terem feito uma "rodilha" com um pano ou folhas de jornal para os equilibrar. Em tempos mais idos, muitas vinham montadas nos seus burros e o nosso pátio traseiro ficava frequentemente transformado num autêntico "parque de estacionamento animal", onde estes podiam ficar guardados, ter sombra e água fresca.

Para atendimento dos fregueses (como então eram chamados) contámos desde sempre somente com os membros da família, e era comum, atrás do balcão, juntarmos três gerações.

Estabelecimentos como o nosso existiam vários espalhados pela vila, mas sempre tivemos a sorte de sermos um dos principais. Sempre fizemos tudo para procurar novos nichos de oportunidades de forma a promover e diversificar o nosso negócio. No início de cada ano dedicavámo-nos à batata de semente e começava o corropio de camiões vindos do porto de Setúbal ou do norte do país para descarregarem as sacas de batatas que tantas vezes nem chegavam a entrar no armazém, sendo logo colocadas nos tractores e carrinhas dos muitos agricultores que faziam filas à nossa porta. No verão, na época auge da agricultura, passámos a ir ao encontro dos clientes pelos montes das herdades onde se juntavam os ranchos vindos da Beira para trabalharem nos campos. Numa época onde tudo era avulso, o azeite, a manteiga, o açúcar, os feijões, os bolachas, etc., havia que proceder à pesagem, embalagem e carregamento na carrinha onde percorríamos os campos vendendo a quem não tinha como se deslocar à vila.

Tal como nos dedicámos a novos nichos, também houve outros que prescindimos e, como tal, deixámos de vender os tecidos, as malhas, os atoalhados, os panos para lençóis, as lãs para tricotar, as famosas linhas Coração e Âncora e as não menos famosas Sedalinas e Castelinas. Passámos a dedicarmo-nos unicamente aos bens alimentares.

A pouco e pouco a economia transformou-se. Os bancos alargaram as suas redes de agências; as chamadas grandes superfícies alastraram por todo o país, as exigências a nível regulamentar para com os estabelecimentos comerciais (sobretudo os mais pequenos) foram crescendo. O comércio tradicional, aquele onde o cliente não é apenas um número, mas quase que parte de uma família alargada, em que é tratado pelo nome e se pergunta como vai a família, com quem muitas vezes se partilha as coisas mais ou menos alegres da vida, esse tipo de comércio foi-se sentindo e as mercearias, as padarias, as salsicharias e muitas outras lojas foram fechando gradualmente as suas portas tornando-nos hoje a última mercearia em actividade em Benavente!

Num misto de teimosia, de necessidade e do que nos está na massa do sangue, não baixámos os braços, mas fomos procurar formas de nos adaptarmos a estes novos tempos. Mais uma vez enveredámos por tipos de produtos que ainda não tínhamos atacado, tal como a venda de fruta. E demos um passo ainda maior: começámos a comercializar, em épocas especiais, determinados bens associados às mesmas. Assim no Natal dedicamo-nos aos frutos secos e aos chocolates, dispondo de uma variedade que faz a nossa montra ser (sem falsas modéstias) a mais apetitosa da região. Na Páscoa dedicámo-nos à venda de amêndoas e o nosso sortido é sobejamente conhecido dos nossos clientes e alvo de grande interesse sempre que chega esta época.

Criámos também uma garrafeira da qual nos orgulhamos e onde é possível encontrar uma enorme variedade de vinhos de mesa, do porto, whiskies, licores e outras bebidas que fazem vir até nós clientes de várias outras localidades.

É assim que somos hoje! Tem sido este o nosso percurso com a certeza que tudo faremos para continuar a fazer aquilo que sempre temos feito ao longo destes tempos: proporcionar-lhe um bom atendimento e boa qualidade do que lhe oferecemos. E é aqui que se mantém a tradição!

Aos nossos clientes e aos que já o foram só nos resta agradecer. Aos que ainda não o são, só nos resta convidar a visitarem-nos!